Luiz Carlos de Carvalho


"Sem Título", 2000
aquarela
15 x 10 cm

Pintor, desenhista e gravador, Luiz Carlos de Carvalho nasceu em Niterói, a 6 de novembro de 1952. Freqüentou os cursos de Aluízio Carvão, Décio Vieira, Frederico Morais e Maurício Salgueiro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1973, e os cursos da Oficina de Gravura do Ingá, sob a orientação de Anna Letycia, Newton Cavalcanti e Carlos Martins, entre 1978 e 1981.

Foi coordenador do I Encontro de Artistas de Niterói, realizado no Museu do Ingá, Niterói, em 1973; coordenador de Artes Visuais do Museu do Ingá (1983/84) e diretor do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno-CCPCM, Niterói, de 1989 a 1995.

A partir de 1979, realizou diversas exposições individuais como as da Galeria de Arte Fundação Escola do Serviço Público-FESP, Rio de Janeiro (1979); Galeria de Arte de Divulgação e Pesquisa, Rio de Janeiro (1980); Daltro Galeria de Arte, Niterói (1983) e Museu do Ingá, Niterói (1995). Dentre os inúmeros salões de arte e mostras coletivas que Luiz Carlos de Carvalho participou, nos últimos 25 anos, destacam-se a XII Bienal de São Paulo (1973); Salão de Verão do Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1974); Bienal Nacional, São Paulo (1976); Lisbon International Exhibition of Drawing, Lisboa (1979); 4a Mostra Anual de Gravura, Curitiba (1981); Centro Empresarial Rio e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1988) e 48 Contemporâneos, Galeria de Arte Universidade Federal Fluminense e Museu do Ingá (1996). Além disso, seu trabalho foi premiado na 4a Mostra de Gravura de Curitiba (1981).

A obra de Luiz Carlos de Carvalho está representada nas coleções da FUNARTE, Museu Nacional de Belas Artes, Casa de Gravura de Curitiba, Fundação de Arte de Niterói-FAN, Museu Antônio Parreiras e Jornal O Fluminense. Encontra-se citada no livro "Niterói e seus pintores", editado pela antiga ENITUR, atual NELTUR, Prefeitura de Niterói, em conjunto com a Editora Êxito, em 1994.


"Aqui nesta exposição, sotto voce, nós vemos Luiz Carlos de Carvalho à procura de sua circunstância, nem suprematismos que trazem a onipotência do nada, nem minimalismos que, também paradoxalmente, aspiram ao máximo, a procura do seu destino íntimo trouxe-o à expressão térrea, terrena, do que - para não fugir da pretensão habitual dos críticos - deixo anunciado e apresentado como reducionismo sensível a modalidade pictórica da poética de Luiz Carlos de Carvalho."
ITALO CAMPOFIORITO, 1991

"Eu sou suspeito para falar de Luiz Carlos de Carvalho, em função da amizade e da enorme admiração que tenho por ele. Tanto a amizade quanto a admiração se construíram a partir do caráter firme e leal deste artista, que me deixa em dúvida se ele é mais competente como Administrador e Organizador ou no manejo (já de mestre) das formas e cores que compõem seus quadros e trabalhos. Seja como for, os movimentos culturais de Niterói sempre saem ganhando com as atividades do pintor seguro e sensível que, vez por outra, cede espaço ao administrador sério e dedicado."
JORGE ROBERTO SILVEIRA, 1992

"Frente ao mundo, Luiz Carlos de Carvalho lança seu próprio sistema intelectual (R. Huyghe). Reduz o acaso das aparências sempre renovadas e fugazes, por meio de uma disciplina, de um ordenamento, duma lógica e de uma harmonia que não estão no mundo mas no seu próprio espírito. Etienne Gilson começa seu tratado sobre Pintura e Realidade questionando: ‘A primeira questão que um filósofo pode lançar a propósito das pinturas ou quadros é sobre sua existência.’ O aniquilamento presente nas telas e a imaterialidade nos desenhos de LCC nos podem pôr diante de semelhante dúvida, diante da sensação de estar em alguma periferia da arte do desenho, caminhando na beira do abismo."
GUSTAVO ROCHA-PEIXOTO, 1995